EVOLUÇÃO DE MARCA

Terça, 08 de Maio de 2007
MARCA APÓS MARCA
Vejam este exemplo da CI – Central de Intercâmbio –, que, acertadamente, profissionalizou a sua comunicação, dando atenção especial à marca, que é, sem dúvida, o ponto de partida para uma reestruturação sólida, durável e que visa a preparar a empresa para futuras expansões. A nova marca leva a assinatura da Ana Couto Branding e Design, em minha opinião, um dos mais competentes escritórios de branding do Brasil. Pois bem, vejamos alguns aspectos técnicos e conceituais dessa nova marca, que, na verdade, é composta por quatro variações, de acordo com cada elemento da natureza. Vejamos:

Ar, fogo, água e terra, com a nova marca baseada nesses elementos, a CI teve de criar um discurso para cada variação, unindo o discurso da empresa à identidade de cada elemento, o que gerou, em alguns momentos, explicações simplórias, cheias de jargões e termos já bastante desgastados. Vejam este trecho retirado do site institucional da empresa e que explica a variação da marca relacionada ao elemento água: - “A água é envolvente como a CI. Mostra que a CI mergulha na onda do cliente (CU-RU-ZES, que história é essa de "onda do cliente"?), do começo ao fim da sua viagem. É também uma onda de emoção. A emoção de mergulhar no mundo.” Com esse tipo de discurso a CI justifica também os outros elementos da sua marca (ainda restam 3), mas não vou reproduzi-los aqui, porque ainda temos outras questões mais relevantes a tratar, mas para os interessados vale uma visita ao site para sentirem de perto de que estou falando, ora são piegas, ora superficiais, ora românticos, enfim... Deixando de fora as explicações e justificativas para cada elemento, a idéia é boa, os elementos naturais são um convite para a criação versátil e sem fronteiras (como a própria CI), a materialização do conceito na forma dos quatro conjuntos que formam a nova marca foi muito profissional e esteticamente impecável, a nova gama de cores utilizada transmite modernidade e como são aplicações em uma só cor, facilitam absurdamente a sua reprodução nos mais diversos meios.
Tendo como base para o trabalho a marca antiga da CI, obviamente, qualquer que fosse o resultado final, a probabilidade de ser melhor era enorme, mas nesse caso não só foi melhor, como foi profissional, visualmente atraente e, ainda por cima, foi literalmente uma goleada de 4 a 1, aplicada pelas novas marcas.

Para quem quiser se aprofundar mais no assunto, vale a visita: www.ci.com.br/site/institucional ou www.anacouto.com.br.
 
Publicado por Marcelo Tomaz às 03:59 PM   comentários [ 1 ]
Quinta, 03 de Maio de 2007
REEBOK
Marca inglesa de artigos esportivos, recentemente comprada pela alemã Adidas, a Reebok figura entre as grandes do setor há muito tempo. Com um posicionamento truncado, ela nunca chegou a brigar de igual para igual com a líder do segmento, a americana Nike, e boa parte disso deve-se a sua postura, nunca muito clara, dificultando a compreensão dos seus consumidores a respeito dos objetivos da empresa. Sua marca é o reflexo da confusão conceitual que é a empresa em si. Ora utiliza um posicionamento nacionalista, unindo a bandeira da Grã-Bretanha à sua marca, ora, ao entrar no Brasil, deixa de lado a bandeira bretã e agrega a nossa verde-amarela (sim, a Reebok, durante alguns anos, usou a bandeira brasileira agregada à sua marca). Enfim, a Reebok é daquelas empresas que parecem que andam sempre sem rumo. Suas campanhas publicitárias nunca causam grandes impactos, não criam tendências e raras vezes vão além da foto do produto e a assinatura com a marca enorme (marca grande, raciocínio pequeno.) Olhem a evolução da marca mundial e percebam o que digo, erros desde a evolução tipográfica até o uso do símbolo, que, convenhamos, é uma mistura das japonesas Asics e Mizuno. A busca pela valorização do símbolo deve ter levado a essa decisão de eliminar as vogais de seu nome, o que futuramente vai gerar a eliminação das consoantes, restando, assim, somente seu símbolo, caminho seguido pela Nike e Adidas, com maestria. O problema é que o símbolo da Reebok, que foi claramente “sampleado” (sampleado = chupadinha leve em tupi-guarani, rerere…brincadeirinha) da Mizuno, não cola, não é forte e nem simpático, por isso digo que uma marca forte surge da assimilação rápida de uma idéia clara. O que não é o caso da Reebok.

Clap, clap, clap…
A nova tipologia é muito bem construída e ousada, alçando a marca do século passado direto para o século seguinte. A concisão do nome e o simples fato de eliminar as vogais não prejudicam a compreensão da mensagem e ainda desafiam o raciocínio dos menos atentos. E ao que parece, a Olympikus também deve ter gostado, vide o lançamento da linha OLK ( hummm…). Composta apenas por dois elementos, a marca atual ficou leve e ágil. Contrariando as atuais perspectivas de evolução, eu apostaria no RBK e mandaria o símbolo para o reino dos céus.

Bleargh...
A falta de originalidade do símbolo. O uso de bandeiras, ou outros símbolos que identifiquem grupos específicos, gera uma segmentação desnecessária nesse caso. Ainda bem que abandonaram a tipologia antiga, era de doer.


 
Publicado por Marcelo Tomaz às 03:59 PM   comentários [ 0 ]
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