DESIGN
Sexta, 26 de Agosto de 2011
MORE JOBS
Acabei de ver no TMZ esta foto tirada hoje de Steve Jobs. Para quem gosta e reconhece o valor do design, esta foto deve representar um momento muito triste. Quem é do meio, não tem o direito de passar batido por ela.

Não sou sentimental nem romântico, sou pragmático. Mas olhando esta imagem, percebo o quanto somos frágeis.

Deveria dizer: Força Jobs! Como dizia também ao Ex-vice presidente José Alencar, mas de verdade, até que ponto vale este sofrimento?

Enfim, se ele está lutando, eu também farei minha parte:

FORÇA JOBS!

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 03:40 PM   comentários [ 1 ]
Terça, 26 de Julho de 2011
COMIC SANS
Genial, vi no THATS PRETTY COOL do Delson Gabriel, lá sempre tem coisa boa no meio das ótimas.

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 07:54 AM   comentários [ 2 ]
Terça, 31 de Maio de 2011
COTIDIANO MARCADO
Separei 10 perguntas que normalmente o criativo se faz, ao se deparar com um cliente e as respondi conforme minhas nobres convicções:

1 - O quanto esse cliente merece que eu me desgaste neste job?

Depende, normalmente a coisa funciona assim: tem cliente que adora nossos trabalhos e confia plenamente no que propomos, o que joga sobre nossas costas uma responsabilidade monstruosa em acertar. Outros fazem questão de deixar claro que acham nosso trabalho dispensável e completamente supérfluo, o que nos leva a ter que provar que ele está errado o tempo todo. Em ambos os casos, motivação não falta, por isso, talvez, o pior seja o meio termo, não ter que provar nada para ninguém, isso sim é perigoso e atrofia.

2 - Ele vai entender o que criarei?

Lembre-se que criamos para o público deste cliente e não para o bonitão. Nosso compromisso portanto é com o cliente do nosso cliente, então a análise deve ser direcionada a ele e não ao mero encomendador do trabalho. Sempre vale a pena oferecer um trabalho de qualidade e argumentar em defesa dele, creiam no que digo, defender trabalho ruim não é tarefa para criativos, é para atendimentos.

3 - Será que falo com ele sobre os prêmios que já ganhei?

Se perceber que isso pode diminuir a resistência dele, sim, pode ser um bom caminho, dá mais segurança de que o projeto está em mãos competentes. Senão, siga em frente e confie no poder do projeto, normalmente ele tem que falar por si só.

4 - Será que consigo convencê-lo a aprovar uma marca all-type?

Rerere, eis uma situação delicadíssima, normalmente defender marcas all-type é uma tarefa mais difícil e requer maiores argumentações estratégicas, mas não é o fim do mundo. Para isso vale sempre ilustrar a apresentação com cases semelhantes, para que o cliente perceba que nem sempre uma marca requer um símbolo. Mas que a maioria espera ver um símbolo, ah, isso espera.

5 - Caramba, a marca atual foi criada pela esposa dele, como falo com ele sobre modernização?

Comece retirando da conversa todo argumento que caracterize gosto pessoal, fixe em pontos de vista profissionais, objetivos claros, linguagem baseada em resultados e exponha as qualidades que julgue importantes para a nova marca. Se a marca dele for muito ruim, em algum momento comente algo para tentar extrair a opinião dele, vai que ele não gosta dela também? Isso poupará bastante blá-blá-blá.

6 - Xi, gasto os termos em inglês com ele agora, ou espero o gerente de marketing estar junto?

Aprenda a avaliar instantaneamente as pessoas com as quais vai se reunir. Normalmente quem chega de carro importado, possui iPhone ou iPad, notebook Apple, usa sapatênis de última geração, costuma gostar de ouvir tais termos. Se não for o caso, aguarde o gerente de marketing dele, esses sim, sem exceção, adoram estrangeirismos.

7 - Ele quer cores, tipos e um símbolo positivista relacionado ao feng-shui, e agora?

Ouça e avalie rapidamente. Se perceber aberturas para desenvolver o projeto com bases estratégicas e comerciais consistentes, leve adiante e convença-o a abrir mão dessas crendices lá na frente. Se perceber que não, caia fora antes do final do briefing. Não haverá taxa de insalubridade que cubra o desgaste.

8 - Veio escrito no briefing: marca "estilo Coca-Cola", como saio dessa?

Ou você baixa a fonte da Coca-Cola e simplesmente escreve o nome da empresa do bonitão, recebe e vai embora, ou finge que nunca leu essa anotação ou encara como um devaneio do atendimento e segue o projeto como deve ser.

9 - Ele se refere a nós como "os meninos da agência", como cobrar de um ser desses?

Bem, contra o termo "meninos da agência" pouco se pode fazer contra. Talvez envelhecer rapidamente para tornarem-se os "homens da agência". Explicar que agência é de viagem, bancária, de propaganda, e afins. Ou simplesmente enviar um orçamento de "gente grande" que certamente a mensagem será entendida.

10 - Gasto minha idéia genial com este cliente mesmo ou espero um mais importante?

Gaste sempre, exercite sua criatividade, ofereça tudo sempre, nada de guardar idéias para possíveis futuros jobs, isso é para os medíocres. Faça e ensine tudo o que sabe hoje, isso o forçará a se manter atento, atualizado, criativo e competitivo o tempo todo se quiser se manter no topo. É sem dúvida a melhor maneira de se reciclar e se motivar, senão te atropelam, rerere...


 
Publicado por Marcelo Tomaz às 06:35 AM   comentários [ 4 ]
Segunda, 30 de Maio de 2011
CAPA DA PUBLISH
Galera, acabou de sair a PUBLISH 113 com a capa criada por mim.
Acima a arte.

Espero que curtam.

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 11:47 AM   comentários [ 3 ]
Quinta, 28 de Abril de 2011
THE KUBE
VEJAM: THE KUBE.

Lançamento aqui no Brasil, um MP3 com uma bela qualidade de som, e um design bem legal. Eu achei massa.

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 11:15 AM   comentários [ 1 ]
Sexta, 15 de Abril de 2011
MARCAS PREPARADAS PARA O FUTURO
UMA MARCA PREPARADA PARA O FUTURO POR FAVOR!


Pensando sobre "criação de marcas preparadas para o futuro", termo que muitos gostam de utilizar nos briefings da vida, me deparei com uma situação interessante: Qual o tempo necessário para que uma marca fique velha, obsoleta, ultrapassada, desgastada, decadente, ou qualquer outra definição do tipo e requeira mudanças? Existe um tempo pré-definido para a troca do que é para o que será? Este tempo reflete o desgaste real de uma marca através dos anos? Enfim, qual a medida ou o método para que cheguemos a um diagnóstico preciso, e assim, possamos acertar em cheio num caso de evolução de marcas?

Bom, pelo visto, perguntas não faltam neste caso, respostas sim. Mas vamos lá, observando situações do cotidiano, (sim, o cotidiano costuma ser um ótimo professor para alunos interessados) pude perceber que, tanto as marcas quanto os seres humanos, são perecíveis e dão sinais disso a todo momento, intensificando-os ainda mais quando estão próximos do fim.

Nos seres humanos, os sinais de obsolescência, costumam vir na forma de dificuldades de se relacionar com novas tecnologias, de desenvolver novas habilidades (quem nunca ouviu a pérola de que cachorro velho não aprende truque novo?) ou mesmo, se recordar prontamente de algo relativamente próximo. Estes são alguns sinais de que a curva já está na descendente e, ou aceitamos isso como uma contingência ou, é hora de nos reinventarmos e recriarmos "appeals" para que possamos nos manter no jogo por ainda mais tempo. Sendo assim, então o Botox, o silicone, ou o Viagra seriam ferramentas para evoluirmos "nossa marca"? Sorte triste a nossa, pois para as marcas de fato, aquelas gráficas, a forma de evolução é diferente, e bem menos artificial ou paliativa.

Para as marcas, os primeiros indícios de que as coisas não andam bem, é a sensação do eterno déjà-vu que elas geram no seu público, sim, as marcas devem manter as suas carcterísticas, o seu DNA desde que estejam obtendo sucesso delas esperado, mas ainda assim, devem passar constantemente por pequenos ajustes, para que tenham sempre um ar renovado e atual, mesmo que isso não seja percebido claramente pelo seu público (casos clássicos como o da Shell, Philips, Maizena, Apple, Pringles). Mas também existem os casos em que a transformação precisa ser maior, mais complexa (PriceWaterhouse) e neste caso, a possibilidade de mudança extrapola um simples ajuste e pode-se mudar tudo, começar do zero, uma reinvenção total, nada de Botox para mascarar defeitos, aqui sim, podemos de fato propor o renascimento, ali atrás no outro exemplo, infelizmente, só reparos na carcaça mesmo.

Mas afinal, devo criar uma marca preparada para o futuro, que obtenha ótimos resultados no presente e que reflita todo o passado da empresa ou produto da forma mais positiva possível? Sim, esta é a equação a que normalmente se propõe um bom criador de marcas e o talento consiste em equilibrar todas as necessidas, algo como: uma pitada de "passado e tradição aqui", um "elementozinho de modernidade e vanguarda ali", uma "corzinha vendedora acolá" e assim vamos nós, abrindo muitas vezes, mão de convicções, feelings, insights e tentando agradar a todos o tempo todo, e invariavelmente isso não costuma prestar, e como sei disso, rerere...

Para finalizar, marcas mudam por vários motivos, mas principalmente dois: ou porque o seu concorrente mudou, e claro, ele enxergou uma oportunidade ali e você também quer o seu naco dela, ou porque ele ainda não mudou e quem está enxergando a tal oportunidade agora é você. Quanto ao tempo, a tendência é que as marcas durem menos, mudem cada vez mais rápido para se adequarem a um público cada vez mais exigente e acostumado a ter todas as suas vontades atendidas, de preferência para ontem. Coisas da internet e não adianta querer lutar contra. Querem tentar?


Texto originalmente publicado na revista Recall.

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 07:55 AM   comentários [ 0 ]
Sexta, 11 de Fevereiro de 2011
SACOS DE LIXO
EM AUCKLAND, NOVA ZELÂNDIA.

Eu achei ducaralho, vi no THAT'S PREETY COOL.

Idéia genial, ainda mais tudo produzidinho assim para a foto né?
Na real realidade, a coisa não deve ser tão lindinha assim.

Mas valeu mesmo com estes "perhaps"...


 
Publicado por Marcelo Tomaz às 11:48 AM   comentários [ 3 ]
Quarta, 19 de Janeiro de 2011
RIO 2016
RIO 2016, PERIGOSAS SEMELHANÇAS.

Apresentada a nova marca dos Jogos Olímpicos Rio 2016, não tardou para a polêmica dar as caras. As acusações de plágio pipocaram por todos os lados na internet, e todas baseavam-se na suposta semelhança entre o logo dos jogos e uma outra marca já existente, a da americana Telluride Foundation. Para enriquecer ainda mais a discussão, outra turma defendia a incrível semelhança com a obra de Henri Matisse chamada "A dança", também anterior ao logo, e agora incluo nessa discussão um olhar pelo viés tipográfico, e para isso, convoco a marca da Unilever a baila. Imagino que com a junção destes 3 elementos, possamos estabelecer uma boa base de comparação. Então vamos por partes:

Formas
A Tátil Design, responsável pelo projeto da nova marca baseia o seu discurso, na união entre as diversas formas que a cidade do Rio de Janeiro oferece, faz inúmeros contrapontos e reforça a todo momento a similaridade entre as curvas da marca e o Pão de Açucar, Morro Dois Irmãos, enfim, ao relevo carioca. E quanto a representar a união de um povo através de uma dança ou um abraço, não vejo nada de original nisso, eu diria até que beira o óbvio. As formas da nova marca são harmônicas, bem construídas e realmente remetem ao relevo do Rio de Janeiro, mas é inegável que existe um boa margem de semelhança entre a obra de Matisse e a marca da Telluride, ah se há. Gosto do uso da perspectiva em 3D, que dá a sensação de profundidade e volume, a sinuosidade também joga a favor, mas a composição final, pelo ângulo oficial me remete a uma grande chupeta apoiada no chão toda vez que olho. Certamente uma doidice minha, mas eu vejo, fazer o quê?

Cores
Nada de novo nesse quesito, foi a mesma fórmula usada no Pan do Rio, adaptações e variações em cima das cores da nossa bandeira, e o máximo de ousadia permitido, foi um toque de laranja no degradê do amarelo, mas facilmente defensável como parte da iluminação e profundidade da marca, caso surgisse algum questionamento, imagino eu. As cores são vibrantes e alçam a marca a um universo de alegria e confraternização, uma festa, como tem que ser. Quente, próxima, aconchegante, moldável, enfim, receptiva, boa parte dessas referências, certamente me são trazidas pelas cores. Valeram os ajustes para fugir um pouco dos tons da nossa bandeira, sem perder a nossa cara, é claro.

Tipos
Dejá-vù total da tipografia utilizada na marca Unilever. Aqui para mim, mora a mais perigosa semelhança. Quando todos atacam e acusam o conceito e a forma da marca como os principais vilões, eu sinceramente, vejo mais problemas de originalidade na escolha tipográfica. Sei que é um tipo "humanizado" e "emocional", totalmente escolhido para atrair a simpatia da grande massa de pessoas ávidas por afeto, reciprocidade e dispostas a perdoar a suposta "imperfeição" dos seus traços, afinal é uma marca de gente para gente, não é mesmo? E não seria por isso que a Unilever teria escolhido o mesmo caminho, também anteriormente?

Espero ter contribuído para que hajam novas discussões a respeito desta e de outras marcas, e que cada vez mais possamos olhar para o nosso trabalho de forma crítica, sem acharmos que a inovação, a originalidade e a vaguarda nos pertencem. Como vimos aqui, nem a forma, nem as cores e muito menos os tipos são inovadores, e nem por isso, tem menos valor. Para mim, o grande valor desta marca, está no seu poder de cativar pessoas, brasileiros ou não. Seu conjunto é bom, sua construção em três dimensões é boa mas já é uma característica da Tátil, materializar, dar sensações e sentidos aos seus projetos, por isso, e por vir da Tátil, algo já esperado por muitos, inclusive por mim. Só não vejo a tão alardeada originalidade como característica principal do projeto, mas sim a seletividade, souberam como poucos pinçar ótimas referências e juntá-las numa marca. A marca dos Jogos de Londres é uma marca original de fato, a do Rio no discurso, a de Londres ficou feia, a nossa bonita, o que prova que nem sempre originalidade é tudo.

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 01:23 PM   comentários [ 4 ]
Terça, 14 de Dezembro de 2010
OFFICE 2011 FOR MAC
Já tinha tratado disso anteriormente, mas vale o re-post.
Gosto de ver a capacidade de variação sobre um mesmo tema, suas limitações, hierarquias de elementos, enfim...

A ironia disso tudo é, que ao limitar essa nova concepção, atrelando-a aos padrões anteriores, cria-se um outro universo de atuação, este sim bem mais desafiador.

Nada como limitar o briefing para ilimitar a criatividade, rerere...

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 12:42 PM   comentários [ 0 ]
Terça, 16 de Novembro de 2010
BRAZIL DESIGN WEEK 2010
A BDW2010 foi um belo exemplo de feira de negócios onde o design ocupou lugar de destaque. A Commgroup esteve por lá, assim como no Cannes Lions, no LIA, no Wolda, no infelizmente extinto Max Feffer...

Eis algumas fotos nossas (eu e meu sócio Faustino) no stand da Brasil Design Week, onde a Commgroup expôs seus trabalhos.

Daqui da província, não vi ninguém...

Pena.

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 12:23 PM   comentários [ 3 ]
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