NAS BANCAS A COMPUTER ARTS PROJECTS COM O TÍTULO: "CRIE O LOGO PERFEITO".
Lá eu falo sobre o case PASSAREDO, sobre os métodos aplicados pela COMMGROUP no desenvolvimento do projeto e também sobre marcas baseadas em tipografias.
A edição está muito boa, e não é por minha causa não, é que tem muita gente boa falando coisa boa, só isso.
Crônica do Matheus sobre um tema atual, recorrente, triste e ainda tão na moda. Mais forte do que natal, réveillon, aniversário da mãe, dia da consciência negra, e diria até que carnaval (pasmem...), afinal é mais raro, acontece só a cada quatro anos, ai, ai, ai...
NÃO MORRA EM ÉPOCA DE COPA DO MUNDO
Se você faz parte do time das super hiper mega pop stars, desconsidere o conselho do título. Caso contrário, previna-se. Tome seus remédios à risca, afira constantemente sua pressão, durma bastante, alimente-se de acordo com o que os nutricionistas orientam na TV e o mais importante: reze, ore, clame pelo amor de Deus.
Esticar as canelas em pleno Mundial é pedir para ser escalado no elenco dos esquecidos. Mais: você corre o risco de não ter sequer uma homenagem singela antes que os vermes comecem seu trabalho. Contudo, o oposto disso também é possível: ser lembrado por muito tempo como o grande empata foda. Cá entre nós, nessa vida mercadológica, pouquíssimas são as vezes que nos permitimos encher a cara em plena segunda-feira à tarde, não?
Seleção em campo? Não se atreva nem a passar mal. Onde já se viu fazer os amigos e parentes, fervorosos patriotas, trocar o amarelo canarinho pelo preto urubu? O mais sensato é segurar as pontas e esperar por um evento menos relevante para o país. Quem sabe, em 14 de agosto, dia da Unidade Humana ou em outubro nas eleições presidenciais?
Os que almejam ao menos um cortejo com as gerações futuras, atenção redobrada, já que o seguro morreu de velho. É de bom tom não bater as botas entre meados de junho e meados de julho de qualquer ano. Afinal, Michael Jackson só existe um, rara exceção, salvo pelo seu quilate. Mesmo assim, há quem diga que as vuvuzelas africanas abafaram as homenagens pelo aniversário de morte do cantor.
Deus, brasileiro que é (com muito orgulho, com muito amor), vive um terrível paradoxo este ano: ou assiste aos jogos ou atende às preces dos súditos, principalmente as que lamentam as enchentes do nordeste. Mas, se me permite dizer, Senhor, essa dificuldade é apenas aparente. Resolvê-la-ia se fizesse uso de Sua Onipresença. Assim, assistiria aos espetáculos sem iguais da nossa Seleção, ao mesmo tempo em que repreenderia sua filha Natureza em relação às suas traquinagens no nordeste do Brasil. É matemático: quanto mais orações atendidas, menos almas a serem julgadas. Mas, como o Senhor escreve certo por linhas tortas, contento-me em esperar até o apito final para analisar a súmula.
Lamento não ter escrito esse tratado antes. Poderia tê-lo enviado ao ilustríssimo senhor José de Saramago. Justo o senhor foi cometer essa deselegância? Era propícia a hora de alargar a intermitência da própria morte, mas não. Apressou-se em conferir pessoalmente se a descrição do Cristo do seu Evangelho batia com a das Sagradas Escrituras. Foi-se nessa época por modéstia, diriam seus leitores. Homem das palavras que era, não creio. Seja como for, entre uma notícia de gol e outra da ranhetice do técnico anão, pouco se falou da morte do único escritor de língua portuguesa a ganhar o prêmio Nobel de Literatura.
A morte é um fato. E, se contra fatos não há argumentos, não vale a pena terminar de ler este texto. Todavia, como brasileiro, não desisto nunca e trago à tona o parágrafo derradeiro e prescritivo:
Com ufanismos futebolísticos e eufemismos sociais, continuamos a empurrar com a barriga as mazelas do brasileiro, sedado a pão e circo. Circo vazio, diga-se de passagem, já que os palhaços, os mágicos e os malabaristas, há tempos velam a Esperança do povo com a bandeira do Brasil sobre o caixão.
Agora também estou na revista CONTÉM GLÚTEN do Thiago Gil, e não é que acabo de descobrir uma "puta" entrevista com o ilustrador do ESTADÃO, Eduardo Baptistão na edição 02?
Gênio da raça como diria meu amigo Terrivel, o cara além de desenhar demaismente, conta seus caminhos até chegar aos holofotes, vale muito para quem gosta de aprender com os outros.
A edição 100 ainda não havia chegado até mim, portanto aí está. Nela falo sobre os 25 anos da Apple, mas a revista está cheia de belas matérias, como sempre, vale a leitura.
Novo projeto gráfico e mudança no nome, agora suprimiram o "PROFESSIONAL" o que facilitou a pronúncia e apenas ratificou o que já era usado por todos como nome, "PUBLISH".
Nela trato de branding, design e criação com toda a liberdade do mundo.
Ops, advogando novamente em causa própria, esta edição especial da COMPUTER ARTS PROJECTS traz nada mais, nada menos do que "EU", falando a respeito da TOY ART e seus desdobramentos.
Para quem gosta dos meus pontos-de-vista é um prato cheio, para os que não entendem, vale pela revista que é SENSACIONAL.
Como vocês já devem saber, o BLA-MARCELOTOMAZ é um blog de opinião, e através dele passei a escrever para diversas revistas, entre elas a RECALL e a PROFESSIONAL PUBLISH. Já estão nas bancas as edições 98 e 99 da PUBLISH e a 110 da RECALL, para quem só acompanha os temas pelo blog, é uma boa oportunidade de vê-los de forma mais detalhada nestas publicações.