BRANDING
Terça, 17 de Agosto de 2010
FUSÕES
FUSÕES DE MARCA, EXISTE UMA FÓRMULA IDEAL?

Com a rapidez na difusão da informação e seus novos meios cada vez mais livres e descomplicados, uma onda "globalizacional" vem atingindo a todos, de qualquer setor, sem exceções. Pode-se discutir o grau de afetação que esta onda exerce em cada um, mas certamente ninguém passa em branco por ela. Isso posto, voltemos ao centro da questão que é a análise sobre marcas e suas formas de expansão. Dentre elas, as fusões me chamaram bastante a atenção e resolvi falar um pouco sobre o assunto. Algumas marcas, como nós, nascem, crescem, se repoduzem e morrem. Outras não, não morrem, ora fundem-se a outras formando uma só amálgama, ora apenas co-existem heterogeneamente junto de outra servindo a interesses específicos, e ao final deste processo morrem, e outras, apenas servem como ponto de partida para a criação de uma nova marca, baseada na sua história e experiência. No nosso dia-a-dia, marcas desfilam seus valores cotidianamente por aí, sempre ressaltando suas qualidades, seus diferenciais, seus comportamentos. Invariavelmente sofrem assédios, dizem não, assediam outras, recebem nãos, até que num determinado momento, resolvem ceder e juntam-se a outra. Neste momento, um batalhão de estrategistas é recrutado para avaliar e decidir quais os melhores caminhos para que esta união seja estável e bem sucedida. Para isso, existem várias formas de concretizar esta união, escolher a melhor delas é uma ciência e por isso, aquele batalhão a que me referi anteriormente costuma ser muito bem remunerado para a função que exercem, afinal de contas, com dinheiro não se brinca né? Abaixo separei 3 tipos de fusões entre marcas para ilustrar melhor o tema, então vejamos:


Tipo 01 - cria-se uma nova empresa a partir das existentes.

Os exemplos da Brasil Foods e Fibria, são ótimas referências. Nos dois casos, a união entre as marcas foi protagonizada por gigantes nos seus segmentos, a Aracruz x Votorantim Celulose e Papel e Sadia x Perdigão. O resultado foi a criação de uma nova empresa a partir das duas, sendo que no caso da Fibria, as marcas anteriores morreram, enquanto no caso da Brasil Foods não, elas continuam existindo só que abaixo de uma nova arquitetura de marca. Aqui percebemos dentro de um só exemplo, dois caminhos distintos, no caso da Fibria, não havia a necessidade de pulverização da sua força de marca, e sim a concentração de forças no intuito de construir uma gigante do setor com olhos voltados a um Mercado seleto e pouco apegado a valores emocionais de marca. Com a Brasil Foods a história foi diferente, ela lida com o público final, com laços emocionais, que são muito valorizados, por isso não unificou as marcas Sadia e Perdigão, deixando-as vivas e exercendo seus encantos aos seus fiéis consumidores. Duas estratégias, um só objetivo, o aumento da rentabilidade, claro. Sabemos que criar uma nova identidade não é fácil e muito menos acontece da noite para o dia, por isso, um erro numa análise ou num diagnóstico, pode representar grande perda de tempo, posicionamento e o pior de tudo, dinheiro.

Tipo 02 - fundem-se os nomes, simples assim.

Este tipo de fusão é sempre a que desperta mais críticas, afinal depois de um amplo estudo e de exaustivas discussões, chegarem a um consenso de que apenas a união pura e simples de dois nomes é o caminho correto, é para dar inveja em muita gente, né? Esta estratégia normalmente visa a transferência de prestígio de uma marca para outra, como no caso da W/Brasil e da McCann Erickson, uma buscava um parceiro local para conferir-lhe proximidade e expertise com os clientes nacionais, outra queria um ar mais “internacional” e claro, a segurança que só um gigantesco grupo mundial poderia lhe dar, a partir daí, os caminhos para a estratégia da fusão estavam bem delineados e a junção dos nomes foi uma questão de somar dois mais dois. Uma característica marcante deste tipo de fusão, é uma duração quase sempre curta, pois a evolução costuma levá-las a optar pelo nome/marca da empresa mais forte, melhor posicionada e com uma comunicação mais clara com o decorrer do tempo, abrindo mão da mais fraca sem muito problema. Exatamente como falaremos abaixo.

Tipo 03 - junta-se tudo e prevalece a marca mais forte.

A lei do mais forte ou a lei do mais inteligente? O quesito força vale e pesa muito obviamente, mas não é só o que é levado em conta. Tanto no caso do Itaú quanto no caso do Banco do Brasil, suas marcas foram mantidas, engolindo as restantes sem nenhum remorso, e bem feito para elas. A comunicação e o posicionamento do Itaú como um banco moderno, fácil e presente, foi decisivo para o abandono da marca Unibanco, que de útil, tinha apenas o conceito “30 Horas” já completamente defasado depois do boom da internet, afinal 30 horas virou obrigação para todos, não é mesmo? No caso do BB, foi bater em bêbado, com uma comunicação débil e um posicionamento passivo, a Nossa Caixa foi tragada de uma forma humilhante para o universo BB, e não vai deixar saudade.

Como decidir qual a estratégia ideal?

Pesquisas, análises, bom senso e porque não, uma boa dose de feeling podem ajudar na hora de bater o martelo. Muitas vezes o público não sabe quem está comprando quem, qual delas fica com a maior fatia do bolo, ou qual DNA vai ser o dominante no resultado final. No caso específico de marca, falando propriamente de logotipo, me recordo da Parmalat nos anos noventa, quando ao adquirir uma empresa baiana de produtos lácteos (Alimba se não me engano), passou a usar o símbolo da empresa no lugar do seu aqui no Brasil. Como eram parecidos, pouca gente percebeu a diferença, mas houve um grande salto estético na marca Parmalat, o nome se manteve, enquanto o símbolo veio da pequena empresa absorvida pela gigante. Lição de humildade? Nada, humildade nada teve a ver com isso, lição de bom senso, bom gosto e design estratégico.

Texto originalmente publicado no BDxpert

 
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Sábado, 05 de Junho de 2010
WOLDA 2009
MY LAP da COMMGROUP:

BEST OF BRAZIL
1 ENTRE AS 10 DO MUNDO
2 ENTRE AS 60 DO MUNDO
1 E MEIA ENTRE AS 2 DO BRASIL
2 ENTRE AS 6 DO BRASIL


Tudo isso num dos 3 melhores e mais importantes prêmios do mundo, sem dúvida.

Ai, ai...

 
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Sábado, 05 de Junho de 2010
WOLDA 2009
INFORMAÇÃO OFICIAL:

VEJAM AS 2 MELHORES MARCAS DO BRASIL. RERERE...

AI, AI.

* PASSAREDO da Commgroup e ECOLABOR da Sebastiany, empataram na segunda posição.
 
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Quarta, 07 de Abril de 2010
JACK DANIEL'S
O poder da associação de marcas se mostra cada vez maior. Bom para ambas...

 
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Quarta, 21 de Outubro de 2009
+ PEPSI
PEPSI - Depois de muito auê, a nova marca.

Antes de mais nada, eu prefiro Pepsi.

Muito se especulou sobre a nova marca da Pepsi e suas diversas aplicações em produtos, pontos de vendas e até na sua nova comunicação. Desde muito cedo, antes mesmo da nova marca ser oficialmente apresentada, as pessoas já estavam repercutindo as novas mudanças, graças a um PDF com toda a defesa conceitual da nova marca que circulou na internet e sua suposta autoria foi creditada ao Arnell Group, escritório responsável pelo reposicionamento da marca Pepsi no mercado. Realmente não havia como um trabalho dessa dimensão passar despercebido num segmento tão dinâmico e efervescente (ops, essas piadinhas ainda vão me derrubar) como este. Aqui vou dar minhas opiniões a respeito deste processo, suas peculiaridades, sua estratégia de divulgação, suas nuances criativas e claro, o novo visual da marca e seus desdobramentos.

O discurso e o convencimento.

Idéias muito inovadoras, que saem do senso comum normalmente encontram resistência quando apresentadas a um mercado de massa, por isso, importantes corporações que tem seus faturamentos vinculados a um grande e específico público, tem dilemas enormes no momento de aprovar ou não projetos assim. Afinal, convenhamos, faturamento é faturamento, e com isso não se brinca. Costumo dizer que para uma boa marca, o discurso é dispensável, é o típico caso de amor a primeira vista, salvo raríssimas exceções. Já para marcas não tão boas, um belo discurso é fun-da-men-tal. Quando vi o PDF com uma argumentação conceitual e estética tão abrangente e singular como o da Pepsi, pensei que pudesse ser um típico caso de justificar uma marca comum com um discurso incomum, mas com o passar do tempo começo a ver com outros olhos essa relação entre marca e discurso conceitual. Mesmo não gostando do resultado final da marca.

Redefinindo visual.

Associações das mais variadas, explicando o processo de inovação, suas passagens pelo universo convencional, a potencialização do DNA da marca redirecionado para o seu próprio futuro, os esforços criativos na concepção e viabilidade de embalagens e novos materiais, tudo isso muito calcado nos princípios básicos do design, levaram a Pepsi e sua nova marca a serem o centro da atenção dos designers nos últimos meses. Todo mundo viu, comentou e tentou convencer o outro de que a marca era boa ou ruim. Eu não gostei do novo “sorriso” no símbolo, nem da nova tigografia, achei que uma coisa não se harmoniza com a outra, mas com uma defesa daquelas, a gente até fica intimidado em dizer que não gostou. Talvez se dissesse que fiquei aquém da compreensão e por isso não tenho uma opinião a respeito pudesse me sair melhor, mas não, preferi dizer o que penso e o mais importante, o que sinto.

A primeira impressão.

A extração do DNA da marca é toda baseada nos ângulos elípticos existentes em todas as marcas anteriores, o que direcionou claramente o surgimento do novo símbolo. Todo cuidadosamente defendido através de inúmeros gráficos e sobreposições das marcas anteriores. Particularmente penso que a opção por basear a marca em elementos elípticos é plausível e justifica o seu uso, mas fico com aquela sensação de que foi um esforço gigantesco para simplesmente defender a nova forma que de bate-pronto pode não agradar.

A reação do mercado.

Ainda é cedo para mensurar se houve retorno de vendas com a mudança, e o “delay” em relação aos Estados Unidos, onde a mudança já ocorreu há mais tempo, faz com que o Brasil seja influenciado pelas opiniões dos consumidores americanos (salve, salve internet), diminuindo assim o grau de surpresa nos primeiros contatos dos consumidores com a nova marca nos pontos de vendas. Informalmente já percebo que as pessoas notam as mudanças e isso gera uma reação interessante que é a simples discussão do tema: - Olha, vocês viram, a Pepsi mudou as embalagens? Secundariamente percebem a marca, logo em seguida vem as variações dela nas suas linhas de produtos (isso nos EUA por enquanto) e quem sabe por fim a grande decisão... de compra.

A concorrência.

Pepsi partindo para uma linha mais direta, limpa e sem efeitos luminosos, sombras e ou qualquer outro tipo de “ruído gráfico” nas suas embalagens. A sua maior rival também trilhando caminho semelhante, vide suas embalagens no festival de Cannes 2008, que arrebataram o Grand Prix pela identidade visual. Ah, quem sabe não viveremos uma nova era, a era da despoulição visual, do foco no produto real e não nos exageros “photoshopísticos” que transformam os alimentos nas embalagens em uma espécie de... capa de revista masculina, de tanto retoque. Tomara.


Texto originalmente publicado na REVISTA PUBLISH edição 103.
 
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Domingo, 11 de Outubro de 2009
MELBOURNE
Nova marca e sistema de identidade da cidade de MELBOURNE. LANDOR ASSOCIATES mais uma vez esteve por aqui. A príncipio gosto, apesar de meio MTV, meio geométrico além da conta, meio "fruta-cor"...

Num momento repleto de marcas "orgânicas" e amebóides, eis que surge uma geometria "tutti frutti" para quebrar a monotonia.

 
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Terça, 24 de Março de 2009
JOHNNIE WALKER
“Faça o seu caminho, mantenha-se nele e progrida.”

Talvez esta seja a melhor mensagem transmitida pela marca Johnnie Walker. A empresa tem como principais características, a determinação, bastante explorada no seu slogan (Keep Walking) e a ousadia, também constantemente vinculada a comunicação da empresa. Presente em mais de 200 países, a marca tem como preocupação, a padronização mundial da sua comunicação, hoje a cargo da BBH de Londres. Suas campanhas, sempre muito bem cuidadas esteticamente, levam como tema central o “Striding Man” (Homem Andante”), e a partir dele inúmeras variantes são criadas levando em conta as peculiaridades de cada região. Com uma garrafa personalizada, rótulos coloridos e um símbolo simples já bastante massificado, a marca investe no que acredita ser o ponto forte para o futuro da sua comunicação, o comportamento. Para isso, o seu slogan entra como uma grande e poderosa arma de ataque, e tem demonstrado muito poder de fogo (com o perdão do trocadilho).

Um discurso inteligente que diferencia

Manter-se no caminho e progredir enquanto pessoa. Com este conceito, que a princípio lembra muito algumas filosofias orientais que pregam a busca incessante pelo “caminho”, a marca visa demonstrar um outro lado do universo que permeia as mentes dos seus consumidores, um lado mais responsável e porque não, mais maduro. Manter-se no caminho, afinal de contas, nada mais é do que não deixar-se desviar simplesmente por causa de um ou dois goles a mais, não é mesmo? Hum... deixa margem para inúmeras interpretações, mas aí é que está boa parte da graça do negócio, afinal de contas, somos livres e capazes de múltiplas percepcões e diversos vereditos.

Uma marca forte e reconhecida

O logotipo Johnnie Walker, foi criado em 1908 num restaurante, afinal nada mais adequado não é mesmo? George e Alexander II, netos de John Walker, saíram para almoçar com Tom Browne, um famoso cartunista na época, e pediram que criasse um símbolo para a marca. História bastante parecida com a criação da marca de pirulitos Chupa-Chups pelo pintor Salvador Dalí, mas esta é uma outra história, para um novo artigo. Então, no verso do cardápio, nascia o Striding Man, e a sua saga. A tradicional silhueta, com chapéu de pele de castor, túnica vermelha, calça branca botas de montaria, e um monóculo inquisitor, simbolizava o progresso e pioneirismo da família Walker. O símbolo foi recriado por grandes artistas como Basil Partridge, Leo Cheney, Clive Upton e Michael Peters no decorrer da sua existência, visando adequá-lo a cada época, uma marca viva é assim, dinâmica e inquieta. O figurino foi alterado algumas vezes, mas nunca perdeu o dna de “Homem Andante”, tornando-se um dos símbolos mais reconhecidos no mundo e um ícone da industria de bebidas alcoólicas. O símbolo foi redesenhado pela última vez em 2003. A principal diferença entre o desenho original e o atual é o sentido da caminhada. Para reforçar o conceito “Keep walking” e o ato de progredir, a direção foi invertida, acompanhando o sentido de leitura ocidental: da esquerda para a direita.

Um assunto delicado, bebidas alcoólicas

Proibidas em alguns países, liberadas em outros e até cultuadas em outros tantos, as bebidas alcoólicas sempre geram discussões ferrenhas quando o assunto é comunicação. Proibir, limitar, direcionar, regulamentar ou simplesmente fechar os olhos para a questão? Certamente esta última opção não reflete o momento atual de um mundo cada vez mais responsável e preocupado com segurança e bem estar. As demais, são variações sobre a intensidade da atitude de restringir o consumo, variando de acordo com as culturas e costumes de cada país. A marca Johnnie Walker vem há anos realizando campanhas para conscientizar motoristas sobre os riscos que a bebida causa e para isso utiliza garotos-propaganda mundialmente reconhecidos como os piloto de fórmula 1, Lewis Hamilton e o ex-piloto Mika Hakkinen, visando alertar e claro, construir imagem ao mesmo tempo.

Falando a mesma lingua

Expandir o mercado é conquistar novas gerações de consumidores, os jovens. Para falar de forma efetiva com este público, sintonia é a palavra-chave, hoje, o público jovem é mais objetivo, mais informado, menos suscetível a influências de pessoas mais velhas e mais abertos ao “novo”. Nesse caso, se o “novo” vier em forma de discurso intelectual ou de mensagens emocionais como no caso da campanha “Android”, onde afirma-se que o futuro não é o robô, mas sim o tespectador, pronto, estabeleceu-se um forte elo de comunicação que de imediato nada tem a ver com a venda de bebida alcoólica. De imediato...

O design como arma mercadológica

Garrafas com uma identidade inquestionável, rótulos baseados em cores para estabelecer a hierarquia dos produtos, embalagens comemorativas totalmente inovadoras e fortemente calcadas no design demonstram a importância desta expertise como arma mercadológica da empresa. Tocar e sentir as embalagens das edições especiais Johnnie Walker, é uma experiência memorável, fica muito clara, a preocupação com cada detalhe, cada acabamento, cada textura e cada encaixe, de novo, me lembrou a escola oriental pelo nível de cuidado obtido.

As embalagens mundialmente famosas

Red, Black, Green, Gold e Blue são as “labels” que separam os perfis de consumidores dos produtos Johnnie Walker, fora algumas edições especiais e limitadas como o Blue Label Baccarat lançado em parceria com a também mundialmente famosa marca de cristais Baccarat, que vez por outra, aparecem para despertar ainda mais o desejo do seu público fiel e refinado, por aqlgo ainda mais seleto, exclusivo e sofisticado. Coisa do homem, potencializada pelo marketing, claro.

Aos interessados:

www.johnniewalker.com

www.mundodasmarcas.blogspot.com

www.johnniewalker.com.br

www.diageo.com

www.bartleboglehegarty.com


ARTIGO PUBLICADO ORIGINALMENTE NA REVISTA PROFESSIONAL PUBLISH 99.

 
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Segunda, 16 de Março de 2009
PANTONE STORE NY
Mais PANTONE, agora na quinta avenida em Manhattan onde uma parceria PANTONE + GAP fez surgir a PANTONE STORE. Vejam o que quer dizer o termo "experiência de marca" nas imagens da loja.

Eu curti muito, mas não foi surpresa não.

Vi no BRANDIMENTO, do Cezar Bianchi.




 
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Quarta, 25 de Fevereiro de 2009
MARKETSPLASH BY HP
Quando recebi esta indicação de post do WALTER SOARES (diretor da CTG Design e "concorrente" rerere...), de cara pensei que era uma brincadeira de bom gosto, mas não, é uma brincadeira de péssimo gosto por parte da HP. Num mix de "cliparts" com "drag'n drops" avalizado pela HP, você mesmo pode criar HORRORES e sentir-se um DEUS DO DESIGN (sim, mais um). Por isso, pedi ao Walter o ponto de vista dele sobre o tema, afinal nada como a visão de um profissional do mercado, com suas vivências para ativar discussões e fomentar novos pontos-de-vista. Abaixo o texto dele na íntegra:


O SONHO ACABOU.

Se você tem um escritório de Design, Agência ou é um Freelancer que vive do desenvolvimento de Marcas, Programas de Identidade Visual ou Sites para empresas de médio e pequeno porte mude de emprego, atualize seu currículo ou compre um carrinho de cachorro quente.

O problema é que para aumentar o relacionamento com seus clientes, a HP inovou e lançou nos EUA um serviço chamado MarketSplash que desenvolve... MARCAS, IDENTIDADES VSUAIS E SITES!

Sim, a gigante da tecnologia e fundadora do vale do silício agora realiza todo o trabalho de um designer para quem quiser, porque nem precisa comprar um equipamento deles para usar o sistema.

Para aqueles que acham que isso não vai atrapalhar o serviço de ninguém porque os custos não serão competitivos, podem chorar e abrir o classificado de empregos porque a HP cobra entre $49,99 e $399,00 para criar uma Marca dependendo do número de designers e de revisões que o cliente quiser pagar. Por exemplo: Por $49,00 dão ao cliente um daqueles logos feitos de template, mas com opções razoavelmente boas. Por $399,00 eles oferecem 06 logos exclusivos desenvolvidos por 03 designers para o cliente escolher um e alterar ILIMITADAMENTE até achar que “ficou legal”.

Se não bastasse isso o MarketSplash ainda possui alguns módulos de venda casada, com Logo e Site juntos. E como nada é tão ruim que não possa piorar, também oferecem a impressão de toda a papelaria por preços MUITO baixos, tanto que dependendo do pacote de Marca que o cliente escolher os cartões saem de graça. E para “matar a pau” existe um módulo de Consultoria de Branding, ou se preferir chamem de tiro de misericórdia nos designers.

O MarketSplash da HP é apenas a primeira iniciativa desse tipo feita por uma megaempresa de renome mundial, ainda está em inglês e com foco nos EUA, mas várias outras de diversos setores e países estão preparando sistemas próprios porque acreditam que assim irão fidelizar melhor seus clientes. O pensamento dessas empresas para investir nisso é bem simples: fazendo até a Marca do cliente, na hora de escolher que computador ou software ele vai levar, para quem ele deve dar vantagem?

Para quem ainda acha que isso não atrapalha resta uma pergunta: Quem um cliente de Médio ou Pequeno porte irá escolher para fazer a Marca dele? Uma das maiores empresas de tecnologia do Mundo que por menos de R$ 500,00 faz para ele várias opções de Marca, PIV e entrega tudo Impresso, ou você?

E quem insistir em não se convencer do problema porque é a HP que está oferecendo isso, achando que ela é uma empresa sem tradição em design e por isso não terá apelo, pense se a APPLE lançar um sistema assim. Difícil? Nem um pouco.

Se alguém precisar de logo para carrinho de cachorro quente, visite o site da HP. É baratinho...


Walter Soares
CTG Design

PARA OS INTERESSADOS: CLIQUE MARKETSPLASH BY HP.

 
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Terça, 20 de Janeiro de 2009
MARCANDO TERRITÓRIOS
A idéia não é a mesma, mas em alguns aspectos lembra bastante aquele jogo nem tão infantil assim, o “War”. A demarcação de áreas territoriais existe desde os idos tempos, e identificar, aglutinar, sobressair, padronizar, uniformizar são palavras que cabem muito bem para definir o tema deste assunto, que é a criação de marcas para representar países, estados, províncias ou regiões.

Hoje, tem se procurado no branding uma maneira inteligente e eficaz de captar, definir e refletir a identidade de determinadas regiões para o mundo. Com objetivos diversos, mas geralmente ligado ao fomento do turismo, cada um tenta a partir de criteriosos estudos das suas raízes, os seus diferenciais a serem destacados e assim atrair para si as atenções mundiais, sejam do ponto de vista econômico, institucional, político ou social.

Dubai tem sido um tema recorrente quando o assunto é construção de imagem, pois com a iminente perda da sua até entnao galinha dos ovos de ouro, que era o petróleo, a região precisou buscar alternativas para encarar essa nova situação e assim foi feito. A reviravolta veio na forma de fortalecimento da imagem da região como polo turístico e de negócios, e a melhor forma foi qual? Sim, a construcão de imagem, caminho pelo qual inúmeros outros trilharão num futuro próximo.

Quem sai na frente, dita os caminhos
Há anos alguns países preparam-se para este tipo de desafio, obviamente uns com mais capacidade, investimento e participação da população como Espanha, Austrália e Dubai, outros nem tanto. Destacam-se geralmente os que saem na frente e, por isso, acabam por ditar as tendências que serão seguidas pelos demais no futuro.

Conseguir o apoio do povo e das entidades público-privadas na difusão da marca pelo mundo é fundamental para o sucesso do projeto. De nada adianta uma marca inteligente e graficamente impecável sem uma estratégia sólida e compartilhada de divulgação. Todos tem que "comprar" a idéia, só assim haverá de fato um fortalecimento e uma boa e correta propagação mundo afora.

Como extrair e refletir o DNA de cada um?
No mundo tudo é múltiplo, tudo é variável e culturas, povos e suas características geográficas não são diferentes. Extrair daí o melhor conjunto de informações a serem trabalhadas, não é tarefa fácil, nem rápida. Pesquisas profundas na sua origem e análises comportamentais dos hábitos locais são elementos imprescindíveis para o surgimento de uma marca que represente de fato a essência de um povo ou região. Muitas vezes é preciso abrir mão de elementos estéticos em função do foco principal, o que faz do designer uma pessoa extremamente importante no processo, pois essa sensibilidade está em suas mãos, e o que ele nunca deve fazer é abrir mão dela.

Talento para diferenciar-se.
Chegado ao DNA de uma marca, o próximo passo é encontrar o seu "diferencial", parece simples né? Não é. Diferenciar-se somente, não é o bastante, o ideal é diferenciar-se positivamente e se der, exclusivamente, explico: De nada adianta alardear por aí que um país tem o café mais preto do mundo se ele não for o "mais preto e saboroso do mundo", fica parecendo aqueles recordes do Guiness Book como o "homem de 1,77m de altura mais veloz do mundo em corridas de chinelos de borracha". Sim, é diferente, está no Guiness, mas é bom? É respeitado?

Cada um no seu quadrado.
Cores sempre são um tema delicado nestes assuntos, pois são restritas e sempre geram discussões do tipo: Aquele não é o Azul-Argentina? Não, de forma nenhuma, é o Azul-Uruguai, aquele amarelo é da Espanha e o laranja da Hollanda, tsk, tsk, tsk.... Nada disso, o que vai dar exclusividade é a composição obtida pela associação das cores, suas nuances e a complementação que uma exerce na outra. Dar o "título de propriedade" de uma determinada cor a um país, região, estado ou mesmo uma empresa é simplesmente assumir que você foi "absorvido" por eles. Associar é um coisa, abdicar do seu uso por isso é sinal de pouca inteligência.

Dar as caras para o mundo.
O setor do turismo normalmente tem tomado a frente e gerenciado estes processos, o discurso oficial para o surgimento da "nova marca" é a alavancagem do turismo como ferramenta geradora de recursos e essa argumentação tem bastado até hoje, afinal que é contra o aumento de receita? Por outro lado existe uma corrente mais tradicionalista que questiona o não atrelamento visual desta "nova marca" a bandeira, símbolo-mor de qualquer país ou região, fácil argumentar contra? Nananinanão, bem difícil por sinal, e os caminhos encontrados, vão desde os apelos artísticos de renomados filhos da pátria como no caso da Espanha, até o calor aconchegante dos tons escolhidos pela Áustrália, passando pela simpatia do laranja usado pela Holanda que nem de longe lembra o branco, azul e vermelho da sua bandeira. Pelo visto, esses caminhos de defesa tem levado a melhor e a estratégia de não conflitar um com o outro tem se mostrado inteligente, bandeira é bandeira, sóbria, elegante, formal, marca comercial é como isca de pesca, saltitante, multicolorida, do tipo bem atraente, se é que me entendem.

E os nossos vizinhos, como estão?
Até que bem, a Argentina vai de vento em popa, tem a sua marca já bastante difundida, o Brasil também tem entendido cada vez mais a importância de valorizar o seu símbolo primeiro aqui dentro, para só depois cobrar resultado lá fora, O Paraguay me surpreendeu pela maturidade da sua marca, a Venezuela não arriscou, a do Uruguai e do Peru dos nossos vizinhos são as que menos agradam, mas de um modo geral cumprem seus papéis e abrem novos caminhos. Tá bom, tá bom, a do Peru é do peru... não resisti, desculpem.

Aos interessados:

www.cidadedoslogos.com

fixeche.blogspot.com

www.guillermobrea.com

www.duffy.com

www.imago.com.py

www.australia.com

ARTIGO PUBLICADO ORIGINALMENTE NA REVISTA PROFESSIONAL PUBLISH.



 
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