MARCAS
Quarta, 04 de Setembro de 2013
CINEMATECA BRASILEIRA
Gente, prestem atenção no que vou falar, para que futuramente não me acusem de ser contra a cultura do país, ou mesmo um inconsequente que vive apenas para criticar o trabalho dos outros.

Rerere, o que não é de todo verdade.

Vejam esta marca da CINEMATECA BRASILEIRA:

. É conceitual (filminho passando pelas engrenagens do projetor)
. É simétrico
. É minimalista
. É inteligente e sutil

Mas me digam com sinceridade, não poderia ser tudo isso sem se parecer com uma pica?

Existem inúmeras maneiras de, com os mesmos elementos se fazer a mesma associação evitando esta segunda (que para mim, é primeira) interpretação. Aqui faltou cuidado de quem fez e de quem aprovou.

Neste mundo precisamos sempre olhar pelo viés da maldade, da maledicência e do ridículo para que possamos evitá-los.


Meu Deus, quanto mais eu olho, menos eu acredito nisso...

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 07:06 AM   comentários [ 1 ]
Terça, 30 de Julho de 2013
MAIS MARCAS CALIGRÁFICAS
Vejam acima alguns tipos de evolução de marcas, todas optando pelo resultado caligráfico.

Algumas até migrando para ele.

O que extrair disso?
Tendência?
Casualidade?
Questão de adequação?

Enfim, bom sempre estarmos atentos a estes sinais.



 
Publicado por Marcelo Tomaz às 03:49 PM   comentários [ 0 ]
Terça, 26 de Julho de 2011
F1 BRANDS


Existe universo mais diverso para observarmos o comportamento das marcas do que a Fórmula 1? Quem nunca ouviu a expressão: "Tem mais patrocínio do que macacão de piloto de Fórmula 1" que atire a primeira pedra. Falar das marcas e suas estratégias num universo tão importante, múltiplo e rico como esse, exige conhecimento, observação e muito bom senso porque por aqui, deslizes raramente são perdoados, assim como em qualquer outro segmento que movimente bilhões de dólares. Como um observador assíduo do universo automobilístico, especialmente da Fórmula 1, venho a tempos percebendo que a velocidade com que as grandes marcas vão e vem, migram de equipe para equipe, de piloto para piloto, de autódromo para autódromo, tem aumentado numa velocidade superior a da própria categoria, ou seja, muitas vezes rápido demais. Marcas identificadas com determinado piloto ou equipe, hoje estampam bonés, capacetes e carros de outra enfim, num mundo onde a difusão da imagem e informação está cada vez mais "sem limites" a estratégia das marcas tem que acompanhar, e estar onde o seu público está é princípio básico, mesmo que para isso, tenha que se abrir mão de alguns conceitos mais antigos, como fidelidade. Será mesmo? Pinçando somente a denominação de cada equipe para esta análise rápida, logo de cara vemos a participação determinante da marca do patrocinador no nome das equipes, fato que obviamente catapulta sua exposição através do co-branding entre patrocinador/equipe e potencializa os resultados. Associar o nome do patrocinador a equipes de Fórmula 1, times de futebol, estádios, arenas ou nomes de torneios, é a receita do momento para difundir rapidamente grandes marcas em novos mercados. Os tão discutidos "Naming rights" ou direitos de nome, atualmente são defendidos por muitos especialistas como uma maneira simpática e relativamente discreta de se difundir um nome, através de associação pura e simples a locais, eventos ou equipes que possuam as mesmas sinergias. Abaixo separei as 12 marcas e nomes das equipes que disputam o mundial 2011 de Fórmula 1 para uma breve análise das suas nomenclaturas, marcas e estratégias de co-branding, vejamos:


1 - Red Bull Racing Formula One Team

A Red Bull é uma marca admirável, pois não desfoca, atua de forma maciça só no segmento jovem, mesmo tendo capacidade para atingir novos públicos, não o faz. Sua estratégia de comunicação é tão bem sucedida, que a sua marca está entre as mais desejadas e admiradas do mundo. Suas ações de marketing são sempre do tipo "Blockbusters", se querem estar na F1, montam equipe, se querem estar nos céus, criam uma corrida aérea, se querem estar na terra, fazem o X-Fighters, enfim, para a Red Bull, tudo parece ser possível, e o melhor, nunca abrem mão da esportividade e credibilidade. Graficamente sua marca é aquém, estrategicamente é muito além.

2 - Scuderia Ferrari Marlboro

Apoiada pela marca de cigarros Marlboro seu principal patrocinador, a Ferrari consegue como poucas manter viva a chama do "Mundo de Marlboro" na mente dos mais velhos, a pergunta é: por quanto tempo ainda isso vai se sustentar? Vejo claramente aqui um contraponto de imagens entre a Ferrari e a Red Bull, onde uma aposta numa fórmula tradicional e já com um certo desgaste, onde os interesses comerciais se estão acima de tudo e de todos, enquanto a outra opta por uma linha moderna, onde o incentivo a competição em condições iguais, e a obtenção de resultados sem interferência externa, gera além de ótima impressão, ótimas vendas do seu produto (sim no singular, pro-du-to.)

3 - Vodafone McLaren Mercedes

Aqui, nada menos do que dois nomes de patrocinadores nos três da equipe. Isso, por si só já diz bastante sobre a situação por lá. Dividir a nomenclatura da equipe com marcas importantes, o chamado co-branding, é uma situação complexa, ora pode contar muito a favor, ora muito contra. Se pensarmos na transferência de prestígio entre as marcas, ok, ponto a favor, mas por outro lado podemos entender que o excesso de patrocinadores pode demonstrar a fraqueza da equipe em encontrar um só parceiro forte para apoiá-la em seus projetos, o que pode significar fragilidade. Ou seja, ao invés de um parceiro forte, vários fracos para compensar. Costumo não gostar disso não.

4 - Lotus Renault GP

O uso da marca Lotus pela Renault gerou uma batalha judicial enorme, tanto que hoje existe também a Team Lotus que compete com o mesmo nome na mesma competição. Sua marca é clássica, muito bem resolvida, faz menção a antiga Lotus preta da década de 80, famosa por ter sido pilotada por Ayrton Senna, e dá um ar retrô aos carros da equipe. Estrategicamente gerou um fato novo para ajudar a fazer o público esquecer o ocorrido entre Nelsinho Piquet, Flavio Briatore e Fernando Alonso em 2008. Ao que parece, deu certo e pouco a pouco vem resgatando o prestígio da montadora francesa, graças a ajudinha do ícone Lotus.

5 - Mercedes GP Petronas Formula One Team

Ex-Brawn GP, a Mercedes ataca na F1 por 2 frentes principais, a sua equipe própria e ainda como fornecedora de motores da McLaren, com direito a figurar no nome da equipe (vide exemplo acima). Como no caso da McLaren, aqui também há um destaque para o nome do patrocinador com cor diferente, eu sinceramente usaria a mesma cor para os dois nomes, que até poderia ser o verde, acho que organizaria melhor o conjunto. Quanto ao GP aplicado da forma que está, achei uma catástrofe, hierarquicamente ele possui a mesma importância do renome (Formula One Team) ao meu ver.

6 - At&T Williams F1 Team

Mais co-branding, e o pior, aqui além dos nomes, também havia a missão de harmonizar os símbolos de cada marca, certamente um terror para o responsável pelo projeto, mas até que se saiu bem ao meu ver. Embora ache dispensável o "solid" azul para a AT&T e a caixa branca para a Williams, o resultado aqui até que ficou interessante.

7 - Sauber F1 Team

Antiga BMW-Sauber, agora assina sem o nome do patrocinador. É uma marca clássica, esteticamente bem construída e que transmite respeito. Gosto quando não inventam artifícios para mascarar uma situação, saiu BMW, continua Sauber F1 Team, simples e direto, sem rodeios.

8 - Force India Formula One Team

Ufanismo, patriotismo, nacionalismo, enfim, uma reunião de motivos para fazer desta equipe de F1 a bandeira de um país emergente no cenário mundial. Estratégia interessante, custa caro, mas inquestionavelmente dá visibilidade, o duro é dar tamanho destaque a um conjunto gráfico tão pobre quanto este. Marca ruim, primária, típico trabalho que expõe os anseios do cliente e a incapacidade de que o fez.

9 - Marussia Virgin Racing

A Marussia é uma fábrica russa de automóveis que também em busca de exposição global, comprou a maior parte da Virgin. Graficamente a associação das duas marcas se deu de uma forma interessante, dispostas lado a lado e com os nomes hierarquizados através de tipos regulares e bold, enfim, sóbrio e profissional. Ponto para a Marussia Virgin.

10 - Team Lotus

Se fosse uma equipe brasileira ninguém estranharia, afinal quem não gostaria de ver uma equipe verde e amarela do Brasiiiil na F1, como diria nosso locutor oficial das manhãs de domingo? Falando especificamente sobre a marca, é clássica, pouco moderna, mas permeia o universo automobilístico, esbanjando tons metálicos, luzes e sombras.

11 - Scuderia Toro Rosso

É uma espécie de incubadora de novos talentos da Red Bull, utiliza-se da mesma estratégia da equipe principal, sempre com foco específico no público jovem, sua marca também é esteticamente confusa e bem aquém do que poderia, mas como tudo que envolve a Red Bull, ganha de goleada no quesito planejamento estratégico.

12 - Hispania Racing F1 Team

Já nem deveria estar mais na F1, começou fraca, e piorou no decorrer do período. Marca ruim, posicionamento ruim, tanto estratégico quanto nas largadas, rerere, me desculpem, mas não resisti a essa piadinha para finalizar o artigo.

Para os interessados:

www.formula1.com
 
Publicado por Marcelo Tomaz às 07:51 AM   comentários [ 0 ]
Quarta, 30 de Março de 2011
F1 BRANDS
Para os interessados, vejam as marcas de cada time da F1.

Percebam que em algumas vezes, a assinatura da montadora nem participa da marca esportiva do time de F1 e em outras, aparece discretamente como um apêndice. Sinto a falta de uma organização maior, acho que as algumas marcas são bastante "poluídas" visualmente e outras tantas de gosto bem duvidoso.

Enfim, é olhar e chorar.

PS.: E pensar que muitos escritórios de design resolveriam isso de uma forma tão mais digna e com uma remuneração viável, tendo em troca a simples exposição do trabalho neste mercado.

Ai, ai...

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 07:37 AM   comentários [ 1 ]
Quinta, 24 de Março de 2011
COSMÉTICOS
Separei exemplos de marcas de cosméticos nacionais e internacionais para uma comparação breve, instantânea, direta, intuitiva, totalmente visual/emocional...

A partir disso, me ocorreram alguns questionamentos:

1 - Por que as marcas brasileiras precisam tanto se autoafirmarem através de símbolos redundantes, que apenas ilustram o significado do nome, sem complementá-lo?

2- Por que marcas tão vazias de conceito? Creiam no que digo, conceituar uma marca e torná-la atraente não é difícil, tentem... pelo amor de deus, tentem!

3 - Por que marcas tão feias, grosseiras e mal acabadas? Ok, se crêem realmente que estas "pérolas" refletem um design de qualidade, por que então não cuidarem delas na hora da finalização? Curvas bem construídas, kernings ajustados, alinhamentos precisos, enfim, capricho.

4 - Qual o pecado de se errar para menos? Por que TODAS erram para mais, são "OVER", passam da conta? Seria mais uma vez subestimar a percepção de valor estético do público, que de fato tende a se identificar com marcas mais "alegres e coloridas", pois são reflexo de um país tropical, abençoado por deus, que gerou e gera ícones multicoloridos como Carmen Miranda, Restart... Sei não, se fosse só isso, como explicar que ao menor sinal de dinheiro no bolso, este mesmo público migra para as marcas mais sóbrias do exterior?

5 - Será que marcas all type são mais difíceis de se vender por aqui? Será que os clientes aqui para os nossos lados não estão acostumados a consumir tão facilmente marcas sem um símbolo gráfico? Ou seja, se o cliente vai pagar pelo projeto, que venham símbolos então, e de preferência com opções, rerere... ai, ai, ai.

Enfim, são perguntas que tomara, levem a reflexões maiores. Caramba, falei como um pastor hein?

Urgh.

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 07:43 AM   comentários [ 4 ]
Quarta, 23 de Março de 2011
NOVA MARCA DO PERU
Nova marca do Peru, criada pela FutureBrand.

Bom visual.
Boa legibilidade, mesmo com as várias evoluções no "P".
Boa identidade.

Para falar a verdade, achei pior que a da Argentina, mas MUITO melhor do que a do BRASIL, ah se é.


 
Publicado por Marcelo Tomaz às 10:02 AM   comentários [ 3 ]
Quarta, 28 de Julho de 2010
COLUNA BLA
AGRESSÕES EM FORMA DE MARCAS.

Marca feia é mais do que um símbolo mal desenhado que não transmite a mensagem que deveria, é descaradamente uma agressão a todos que são expostos a ela. Podem gritar, chorar, baterem o pé, dizer que é questão de ponto-de-vista, mas não é, feiúra é feiúra em qualquer lugar, e incomoda a todos ao seu redor, chegando muitas vezes a machucar.

Feiúra dói, beleza alivia, simples assim. É claro que existe uma linha separando-as e na intersecção entre elas, forma-se uma "banda" onde podem ser discutidos os valores estéticos de cada uma, dando espaço de ação para o tão temido “gosto pessoal", e aí voltamos ao início, feio é feio, bonito é bonito dependendo da opinião de cada um.

Designers, diretores de arte, enfim criadores de estéticas em geral, costumam temer e “tremer” diante do dito “gosto pessoal”, pois sentem-se ameaçados perante a uma situação onde os seus argumentos por mais profissionais, detalhados e didáticos que sejam, podem ruir frente a apenas uma frase do cliente: "Não gostei, acho que não é isso, traga-me mais algumas opções".

A partir deste momento, podem ocorrer duas situações diferentes, ou uma corrida desenfreada na busca de inúmeras opções, para satisfazer a ânsia do cliente pela quantidade, em forma de opções estapafúrdias, tentando acertar o "gosto pessoal" da criatura, com base no seu modo de olhar, de se vestir ou mesmo no estilo do carro que possui. Ou uma tentativa de extrair do cliente algo mais do que o apenas "Não gostei... , algo que traga mais subsídios, informações complementares para que a próxima apresentação seja única, certeira, adequada e aprovada.

Costumo dizer que oferecer várias opções ao cliente além de levar mais dúvidas a ele, é como ir para a guerra com uma metralhadora giratória, enquanto levar uma só opção, é ir para a mesma guerra com um bisturi. Provavelmente quem for com uma metralhadora terá mais chances de vencer, mas sejam sinceros, é melhor vencer com uma atabalhoada metralhadora de opções ou com um bisturi cirúrgico certeiro e discreto?

Acima separei alguns casos de beleza e feiúra coexistindo tranquilamente no nosso cotidiano. Ora nos agredindo, ora nos aliviando. Peço-lhes apenas um olhar e só um pouquinho de discernimento, que é fundamental para identificar cada uma delas, rerere...


Texto originalmente publicado na revista Recall.
 
Publicado por Marcelo Tomaz às 10:59 AM   comentários [ 0 ]
Quarta, 28 de Julho de 2010
KRIANDO
Mais uma marca da KRIANDO que gosto bastante.

Sempre com trabalhos interessantes, os caras tem idéias, boa mão para formas e um acabamento cuidadoso. Difícil unir isso tudo hoje em dia.

Por isso foram premiados no WOLDA '09.




 
Publicado por Marcelo Tomaz às 10:55 AM   comentários [ 0 ]
Terça, 06 de Julho de 2010
ESPORTISTAS FAMOSOS
Separei 3 marcas interessantes de esportistas famosos, porém:

. Uma já está desgastada, valeria uma modernizada

. Outra tem um conjunto desarmônico.

. Outra é perfeita.

Arriscam quem é quem?

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 03:34 PM   comentários [ 5 ]
Sexta, 21 de Maio de 2010
SPARTAN GOLF CLUB
Marca genial, ilustração impecável, prestem atenção no "espartano" e no "golfista"... clap, clap, clap...

LINDO.

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 04:32 PM   comentários [ 3 ]
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