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Segunda, 22 de Fevereiro de 2016
SÉRIE SOBRE A PROPAGANDA - REVISTA RECALL
Estiletando a turma...
 
Publicado por Marcelo Tomaz às 08:49 PM   comentários [ 0 ]
Quinta, 23 de Julho de 2015
GOL
NOVA MARCA GOL. TOMAMOS DE GOLEADA DE NOVO.

Vou contar para vocês três desejos profissionais que queria realizar antes de morrer. Seja ela, a "morte morrida" de fato, ou a morte profissional, que nada mais é do que o ocaso criativo, aquele momento em que se percebe pouco a pouco a ausência da idéia fácil, da compreensão rápida, da antevisão de uma solução no momento do briefing, enfim, a hora de sair de cena e deixar com que os mais jovens ocupem o seu lugar, enquanto você parte para outras vivências e quiçá, tenha força e motivação para novos desafios. Estes três desejos referem-se a segmentos de empresas em que a identidade visual conta demais e, justamente por isso, demandam muita capacidade, talento e responsabilidade por parte de quem as concebe e as tornam realidades implementadas.

Desses três segmentos, dois deles eu já tive a oportunidade de realizar, faltando apenas um e, como ainda falta um pouquinho para o início do meu ocaso profissional, acredito que ainda possa realizá-lo. Bem, hora de deixar de rodeios e ir direto ao ponto. Sempre quis criar marca e identidade para uma ferrovia, uma rede de postos de combustíveis e uma companhia aérea. Como podem perceber, são setores de negócio com uma enorme exposição de marca e, talvez isso explique boa parte deste desejo, pois a vitrine de exposição para cada marcas dessas é enorme e oferece ao autor de cada projeto reconhecimento, e visibilidade o que é ótimo para massagear o ego gigantesco de quem cria. Destes três setores, sempre pensei que fosse ter a chance de fazer primeiro o de uma rede de postos, mas não, acabei fazendo primeiro o de uma companhia aérea, o que me levou a estudar, conhecer e acompanhar ainda mais o setor e as suas muitas vezes, desvairadas reviravoltas.

Também tive o privilégio de construir a identidade de uma rede de postos de combustíveis, restando apenas a ferrovia. Justamente por isso, ao ver esta mudança de identidade da Gol Linha Aéreas, simplesmente não pude acreditar no que os meus olhos me mostravam. Como uma empresa deste tamanho, com esta dimensão, este nível profissional, esta abrangência, enfim, este vulto, pôde se deixar traduzir por um símbolo tão raso, graficamente pobre e desalmado como este que vimos dias atrás?

Assistam ao vídeo, permitam-se contagiar pelo clima de emoção que envolve toda a apresentação, tentem olhar com olhos benevolentes a todas as aplicações e desdobramentos da nova marca e me digam se estou errado. Nada me surpreendeu, tudo beira a lugares-comuns, o discurso de genuíno não tem nada, as relações traçadas para sustentar o conceito de proximidade e, consequentemente justificar o novo símbolo dos dois "Os" entrelaçados, é mais antigo do que andar para frente, como diria o meu saudoso avô Pedro, tudo ali é um festival de "Mais do mesmo" e, convenhamos, se era para fazer círculos entrelaçados ok, mas, já que o quesito originalidade foi perdido, que pelo menos tentassem se utilizar de algum outro meio para oferecer ao novo conjunto de marca algo que pudesse contribuir de verdade para dar um "upgrade" na marca.

E isso não foi nem de longe o que vimos aqui. Na intenção de trazerem o elemento de modernidade traduzido pela nova tipografia, suprimiram o viés humano dos tipos manuscritos. Na idéia de gerar uma força maior de assinatura, vulgo "peso de marca", beirou-se o exagero nos caracteres bold do conjunto. Na transição da sombra da letra "O" da anterior pelo elo da atual, houve claramente um ganho conceitual, mas sinceramente, não estético, e olhem que a marca anterior também não era nenhum primor de design não hein. Enfim, o que me doeu muito nisso tudo, foi perceber que, como em escritórios de branding, design, agências de propaganda e afins, podem trabalhar pessoas tão despreparadas para ouvir, entender, pensar, adequar, criar, estruturar, apresentar e convencer seus clientes a aprovarem marcas de qualidade superior, admiráveis de fato e, não marcas como esta que estamos vendo aqui.

Certamente o valor desta marca não é abaixo da média que vemos por aí, não mesmo e, talvez seja até um pouquinho, bem pouquinho mesmo acima do ponto médio, mas daí eu me pergunto: É isso mesmo que a Gol merecia? Sim, sei que muitos dirão sim, pois, se ela aprovou todo o processo, escolheu a agência autora e ainda apresenta tudo com orgulho, ela realmente não merecia mais do que isso que aí está, mas eu penso diferente, acho que a empresa neste caso, tem menos preparo e capacidade para perceber estas nuances que cito aqui, do que a agência autora. Esta sim, deveria ver, rever, zelar, contrapor argumentações, se permitir ousar mais, a fim de transformar de fato a realidade do cliente.

Retiro daqui todas as minhas críticas e inverto o meu ponto de vista acerca do merecimento, caso a agência tenha extraído todo o potencial criativo da sua equipe,e tenha sim, levado para a Gol, projetos "de outro mundo" que subvertessem essa "mesmacoisaiada" que diariamente nos esbofeteia e ainda assim, com todo o esforço didático, estratégico e político, não tenha conseguido o convencimento do cliente. Somente neste caso acharei que o cliente merece este castigo... ops, nova marca. Aqui, tomamos mais uma goleada de outras empresas do mundo afora, mas somos brasileiros e não desistimos nunca.


Para os interessados:
www.golnovamarca.com.br
www.bla-marcelotomaz.com.br


Texto originalmente publicado na revista Recall.
 
Publicado por Marcelo Tomaz às 03:47 PM   comentários [ 3 ]
Quarta, 03 de Junho de 2015
WASHINGTON X SÃO PAULO
Nesse caso, Washington veio bem depois.
Acham apenas coincidência?

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 12:08 PM   comentários [ 0 ]
Segunda, 11 de Maio de 2015
ZINHO
O SABOR DE TODAS AS HORAS?

Não é possível que o autor dessa pérola não tenha pensado nessas situações antes de proferir uma IMBECILIDADE dessas:

- Pão de alho no café da manhã?
- Pão de alho na sessão de cinema?
- Pão de alho antes e depois do fitness?
- Pão de alho na lancheira, junto com um Danoninho?
- Pão de alho no chá da tarde?
- Pão de alho no culto religioso?

Tsk, tsk, tsk...
E nem vou falar da marca hein.
 
Publicado por Marcelo Tomaz às 12:24 PM   comentários [ 0 ]
Quinta, 16 de Abril de 2015
UNITAS/RNL (CHILE) OU AGÊNCIA MOV?
PELO AMOR DE DEUS, NÃO ME VENHAM COM NHENHENHÉM DE QUE ESTOU PERSEGUINDO ESTE OU AQUELE INOCENTE DESAVISADO HEIN, POIS ESTE TEXTO NÃO COLA COMIGO NÃO.

Aqui eu posto dois anúncios, um chileno, outro brasileiro, um que saiu antes, outro sai agora, ambos com um grau de semelhança GI-GAN-TES-CO. Daí me surgem algumas perguntas:

Qual é o limite?
Se vendemos criatividade, não devemos entregá-la?
Criatividade e originalidade devem estar sempre juntas mesmo?
Num mundo deste "tamaninho" não seria prudente se precaver destas possíveis coincidências?

É nessa hora que reconheço o valor do Shutterstock, pelo menos é escancarado e pronto.

Enfim...

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 01:27 PM   comentários [ 1 ]
Quinta, 02 de Abril de 2015
HYPNOTIC SPIRALS, SUBARU OU AGÊNCIA MOV?
Ok, a imagem é conhecida, reconhecida, enfim, batida.
O efeito é genial e impressiona logo ao primeiro olhar.

A Subaru o utilizou há tempos...
A Agência MOV o utilizou agora, aqui na província, em ampla mídia.

Para demonstrar o seu potencial CRIATIVO.
Criatividade nem sempre parte da originalidade.
Aqui a originalidade passou há anos-luz de distância.

Já a criatividade, bem, a criatividade...

 
Publicado por Marcelo Tomaz às 02:02 PM   comentários [ 0 ]
Quarta, 11 de Fevereiro de 2015
CATERPILLAR.
Hoje, quero falar um pouco sobre uma marca a qual dedico bons momentos de observação e admiração. É uma aula de branding, capacidade de diversificar áreas de atuação e consequentemente ampliar a sua base de consumidores e admiradores.

A Caterpillar é uma marca com 90 anos de mercado e dedica-se prioritariamente ao segmento de equipamentos pesados, mas flerta o tempo todo com públicos que, pasmem, jamais consumirão sequer um caminhão ou trator na vida. E qual a mágica disso? Apelo de marca, capacidade de impôr personalidade, transferir prestígio, enfim, cativar. Líder no seu segmento original, a Caterpillar há tempos vem oferecendo seus produtos secundários no mercado da moda, claramente a fim não só de lucrar, mas lucrar criando imagem, propagando o seu conceito e massificando a sua exposição de marca.

De miniaturas colecionáveis a relógios, de calçados a vestuário, de acessórios a aparelhos celulares, a gama de produtos que levam o DNA da Caterpillar é bem grande. Sempre focados em resistência e durabilidade, os seus produtos sem exceção, guardam aquele ar bruto, que é uma característica muito clara da marca. Tudo é robusto, forte, resistente, pesado, amarelo, preto, e claro, com design e alma. Costumo dizer que quem consome Caterpillar, ou consome trator, ou consome estilo. Ok, por vezes, os dois.

Brincadeiras à parte, o fato é bem isso, pois os produtos secundários (que não os equipamentos pesados, o core business da empresa), são sempre escolhidos a dedo, a fim de atribuir ao seu consumidor um ar de força e robustez. Outra clara estratégia da marca, é difundir a sua cor amarela pelo mundo afora, tornando-a uma espécie de sinônimo de qualidade em equipamentos pesados, uma grife mesmo. Do maior caminhão do mundo, ao menor trator, a empresa não pára de inovar e oferecer soluções ao mercado de infraestrutura global.

Muitas marcas que atuam em áreas menos restritas do que a Caterpillar encontram muito mais dificuldade em vender-se do que ela. O que certamente se explica destrinchando o passado da empresa e a sua capacidade de antever o cenário de atuação e, através do branding, design e boas estratégias de marca, moldar a realidade de forma a lhe favorecer. Vender tratores, caminhões e escavadeiras, não requer de fato, um grande investimento em marketing, requer sim, boa política de preço, economia operacional e confiabilidade, mas certamente não requer um apelo visual refinado, um grid cromático exclusivo, ou mesmo um consultor de estilo o tempo todo ao seu lado.

Por lá, a confiança no recall da marca se demonstra na concisão da sua assinatura principal, que há anos, já é utilizada apenas com a grafia "CAT" deixando bem claro que a mensagem há tempo não precisa ser completa, muito menos didática para ser assimilada. Para se ter uma idéia do tamanho que o negócio tomou, apenas o segmento nascido na década de 1980 como "o setor de brindes", e hoje se tornou praticamente autônomo, já responde por mais de 950 milhões de dólares do faturamento total da empresa.

Ou seja, o que era para ser um detalhe do conjunto, com o passar do tempo, ganhou força, cresceu e hoje exporta personalidade para o segmento-mãe da marca. Poucas vezes vi uma marca tão identificada com o seu público, e um público tão fiel a uma marca. Mesmo que 90% dele nunca tenha comprado um trator, rerere... Faz pensar ou não faz?


Para os interessados:
www.mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/06/caterpillar-excellence-on-board.html
www.cat.com


Texto originalmente publicado na revista Recall.
 
Publicado por Marcelo Tomaz às 01:26 PM   comentários [ 2 ]
Quinta, 25 de Setembro de 2014
SÉRIE SOBRE A PROPAGANDA - REVISTA RECALL
 
Publicado por Marcelo Tomaz às 02:12 PM   comentários [ 0 ]
Quinta, 25 de Setembro de 2014
SÉRIE SOBRE A PROPAGANDA - REVISTA RECALL
 
Publicado por Marcelo Tomaz às 02:12 PM   comentários [ 0 ]
Quinta, 25 de Setembro de 2014
SÉRIE SOBRE A PROPAGANDA - REVISTA RECALL
 
Publicado por Marcelo Tomaz às 02:11 PM   comentários [ 0 ]
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